Nicarágua condena EUA por "incitar a execução de atividades separatistas" na China

Denis Moncada, chanceler da Nicarágua, condenou a 19 de agosto o Governo dos Estados Unidos para financiar e promover "ações separatistas"...

Denis Moncada, chanceler da Nicarágua, condenou a 19 de agosto o Governo dos Estados Unidos para financiar e promover "ações separatistas" em províncias e regiões autônomas da República Popular da China, através da Fundação Nacional para a Democracia (NED, por suas siglas em inglês).

"Atualmente, a NED, como o braço intervencionista dos Estados Unidos Da Américainveste grandes somas financiar programas contra a República Popular Da China para incentivar a execução de atividades separatistas e promover ações para minar a segurança política e a estabilidade social em províncias e regiões autônomas, que são parte e pertencem historicamente, a República Popular da China", disse Moncada.

Quarta-feira, 14 de agosto, o Governo de Xi Jinping denunciou atividades "subversivas" e da intromissão dos EUA nos assuntos internos de China, promovida sob ações acadêmicas de "falsa bandeira" para promover os direitos humanos.

O ministro de Relações Exteriores da Nicarágua disse que a ingerência da NED procura desconhecer o princípio de "uma só China", reconhecido a nível mundial.

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14 de agosto, às 06:03 GMT

Neste sentido, Lisboa, afirmou que a intervenção norte-americana denunciada por Pequim constitui uma violação dos princípios do direito internacional e da carta fundacional da Organização das Nações Unidas (ONU).

"O Governo da Nicarágua considera que as ações que está executando o Governo dos Estados Unidos da américa, através da NED, constituem uma violação à soberania dos Estados, ingerência e interferência nos assuntos internos, são atos contrários e violatorios a Carta das Nações Unidas e os elementares princípios do direito internacional", disse o chanceler da nicarágua.

Nicarágua qualificou como uma "séria ameaça" para a segurança, a estabilidade e a paz internacional, com a presença da NED, considerada por Manágua como uma extensão da Agência Central de Inteligência (CIA, na sigla em inglês).

"Diante dessa realidade, preferem destruir o mundo, exterminar povos e governos que não fazem consenso com Washington, colocando em ação seus instrumentos de agressão a Fundação Nacional para a Democracia, que durante muitos anos foi entregue financiamento bilionário para criar condições e alcançar os seus objectivos e fins desestabilizadores e golpistas, em diversos países do mundo, o que é reprovável e continuamos rejeitando", sentenciou Moncada.

Ele lembrou que os EUA, através da NED, foi financiado e dirigido "campanhas de desestabilização, desintegração territorial e golpes de Estado, eufemísticamente chamados "revoluções de cor"ou "primavera árabe"no Irã, Afeganistão, Iraque, República Democrática do Coreia, Líbia, Síria, Palestina, China, Rússia, Cuba, Venezuela, Nicarágua e Bolívia.

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